“Pra baixo vai pra cima e pra cima vai pra baixo”. Esse tipo de inversão nas configurações dos movimentos de um jogo é constantemente acionado nos mais variados gêneros. E diante desse hábito, notado desde que os analógicos tornaram isso possível, poucos gamers já se fizeram a pergunta do por que essa opção é tão popular.
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Contudo, uma cientista resolveu fazer algumas pesquisas em cima desse comportamento e chegou a um apontamento que pode deixar muita gente desconcertada: “Lacuna no conhecimento”.
Jennifer Corbett, co-diretora do Laboratório de Percepção e Atenção Visual da Universidade de Brunel, foi entrevistada pelo The Guardian em fevereiro para falar sobre esse comportamento. Confira os principais trechos que teoriza a origem dessa postura:
“De uma perspectiva cognitiva, os jogadores que não invertem estão ‘agindo como ‘ o avatar, com movimento / direção originado entre os olhos do avatar, controlando a câmera. Jogadores que invertem estão ‘atuando no avatar, com os controles atrás ou no topo da cabeça controlando o avatar.“disse Jennifer.
Assim, Corbett se inspirou na entrevista e sugere que há uma “lacuna em nosso conhecimento a respeito de como nossa percepção visual depende fortemente do resto desta vasta maioria de informações sensoriais.”
Diante disto, a cientista e o professor da Universidade Brunel, Dr. Jaap Munneke, começaram um estudo exploratório sobre a ciência por trás da inversão do controlador, que incluirá medir a rapidez e a precisão com que as pessoas podem girar formas mentalmente. “Não há respostas certas ou erradas nessas tarefas – estamos interessados em como as pessoas podem ter um desempenho diferente“, diz o Dr. Corbett.” Por enquanto, ainda não há um prazo para que os resultados desses estudos sejam publicados.
Via: Alyssa Mercante/GamesRadar