Bruno Monark, ex-podcaster do Flow Podcast, está proibido pelo YouTube de criar um canal novo na plataforma. A decisão aconteceu após as falas dele sobre apoiar a criação de um partido nazista no Brasil, durante um dos episódios do Flow transmitido no último dia 7. O próprio Monark foi quem revelou a notícia da proibição, através do Twitter.
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Ele mostrou o e-mail que recebeu da empresa, dizendo que seu canal pessoal será desmonetizado. “A partir do momento em que esta medida for aplicada, você não terá mais acesso às ferramentas e funcionalidades de monetização, o que inclui o suporte online a criadores de conteúdo. Enquanto a suspensão permanecer, você não poderá criar um novo canal ou se utilizar de um canal de terceiros para burlar as restrições […]”, diz o e-mail.
Estou sofrendo perseguição politica do @YouTubeBrasil eles me proibiram de criar um novo canal para poder continuar minha vida, pessoas poderosas querem me destruir. Liberdade de expressão morreu. pic.twitter.com/qOranYd2Au
— ♔ Monark (@monark) February 18, 2022Continua depois da Publicidade
“Responsabilidade é prioridade máxima para o YouTube, e é muito importante que os criadores de conteúdo usem sua influência com responsabilidade – dentro e fora de nossa plataforma. Dessa forma, preocupam-nos as recentes declarações relacionadas ao nazismo em um dos seus canais, que podem causar danos significativos à comunidade e que, além disso, violam nossas políticas de Responsabilidade do Criador de Conteúdo”, diz outro trecho.
Após isso, Monark falou que está sofrendo ‘perseguição política’, e afirmou que a ‘liberdade de expressão morreu’. Em outro post, ele publicou um vídeo em que reconhece ter realizado péssimos comentários durante o episódio do Flow, porém se defendeu dizendo que não tinha más intenções e que não defendeu nenhuma ideologia extremista.
Preciso da ajuda de vocês. pic.twitter.com/8tlQ8athGd
— ♔ Monark (@monark) February 18, 2022
Além de ter saído da empresa Flow Podcast, na qual era sócio, ele também está sendo investigado pela Procuradoria Geral da República (PGR), por suposto crime de apologia ao nazismo. O episódio em que a polêmica ocorreu já foi deletado do canal do Podcast.